Andei a caminhar sob a chuva,
anos seguidos de anos.
O céu estrelado como teto.
A mente apertada,mas o coração cheio de esperança.
Mentes atadas ao tempo,
Corpos ao sabor do vento.
Sensações perdidas na chuva,
dançando ao sabor do relento.
Vagando na esperança cega,
que ilude a mente e enche o coração.
Parado em frente a altares,
esperando uma côdea de pão.
Mas cães morderam-me a mão,
famintos que estavam os coitados.
Num ato de incomensurável bondade,
Atiraram-me trapos! Para aplacar o sangue...
Deus te abençoe meu irmão.
Sob o ar insalubre a barriga também inchou-se.
De fome.
E sob meus pés putrefatos, jazia a esperança que
um dia meu coração encheu.
Um tiro na cabeça foi tudo o que o destino me deu!
R.A.G.
Da Obra "Espelho Poético"
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