Ela morreu. Sumiu. Foi consumida totalmente na última primavera.
Pela ingratidão, essa insidiosa e aleivosa quimera,
Que destrói todos os sonhos, como se estes não significassem nada.
E inextricavelmente, sobrou à noite apenas.
Inexpugnável, absconsa, estendendo seu manto, sob tudo aquilo que foi perdido.
Caçoando dos amores consumidos pelo egoísmo.
Que agora vivem reclusos, suportando as mais terríveis penas.
Foi se a alvorada e com ela o lugar aonde nascem os sonhos.
E os que antes sonhavam, ficaram sós, completamente desamparados.
E sofrem, como sofrem todos os amantes angustiados,
consumidos pelos pesadelos mais medonhos.
Volte alvorada! Com seus raios fulgentes e pujantes, que fazem os corações vibrar.
Faça brotar de novo, a esperança no coração daqueles que amam.
Mostrando a eles que os corações puros, verdadeiramente jamais se enganam,
E que infelizmente, para miséria de alguns, estes é que são incapazes de amar!
R.A.G
Da Obra "Espelho Poético"
Todos os direitos reservados
R.A.G
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