quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Dor Sem Fim

Morte, abraça-me, estenda a mim tua mão!
Pois essa ignota sensação, por dentro devora-me,
Faz me odiar a vida, um ódio inexorável por tudo que ela consiste,
Não sei de onde ela nasce, o que é, ou por que em mim existe.

Só sei que aflige-me com sua dor, mordaz, lancinante,
Esta inimiga atroz do instante, que tudo transforma em suplício!
Como uma multidão extasiada em um comício, onde a dor, é a palestrante errante!

Não, não, não, não encontro solução para meu problema.
Do nada, ela irrompe em minha mente, surgida do mais absconso recôndito
da consciência!
Transformando a tudo em putrescência, constituindo ai, meu atroz dilema.

Pois se não posso vencê-la, o que hei de fazer?
Chorar, sentar, dilacerar-me, morrer?
Essa inexorável forca, que incoercívelmente, lança-me rumo ao abismo.
Da escuridão eterna...transformando em horror, todos os instantes que caminhei sob a terra!

R.A.G.

Da Obra "Espelho Poético"
Todos os direitos reservados

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