Quando o sol, teimoso, insiste em esconder-se atrás das nuvens,
o mundo inteiro se entristece.
As rosas recusam-se a exalar seu perfume,
o coração do homem se embrutece.
Faz silêncio no mundo.
Tudo se escurece!
Não se escuta um só ruído...
Nem no bosque escondido,
nem na abobada celeste.
Valha-me Deus, o que do mundo seria,
se o sol não mais houvesse?
Então eis que surgem tímidos, os primeiros raios de luz.
A grande Gaia em êxtase agradece!
Jamais podemos privar-nos, de seus raios coruscantes.
Pois a vida acabaria e a morte surgiria a todo instante.
Se tragado fosse o sol, nas entranhas do universo,
Eu não estaria mais aqui, não redigiria estes versos!
Tudo morreria, tudo cessaria,
o mundo dormiria na escuridão mais profunda.
E a Terra então tornar-se-ia,
uma monstruosa aberração infecunda!
R.A.G.
Da Obra "Espelho Poético"
Todos os direitos reservados
terça-feira, 13 de agosto de 2013
O Viajante
Andei a caminhar sob a chuva,
anos seguidos de anos.
O céu estrelado como teto.
A mente apertada,mas o coração cheio de esperança.
Mentes atadas ao tempo,
Corpos ao sabor do vento.
Sensações perdidas na chuva,
dançando ao sabor do relento.
Vagando na esperança cega,
que ilude a mente e enche o coração.
Parado em frente a altares,
esperando uma côdea de pão.
Mas cães morderam-me a mão,
famintos que estavam os coitados.
Num ato de incomensurável bondade,
Atiraram-me trapos! Para aplacar o sangue...
Deus te abençoe meu irmão.
Sob o ar insalubre a barriga também inchou-se.
De fome.
E sob meus pés putrefatos, jazia a esperança que
um dia meu coração encheu.
Um tiro na cabeça foi tudo o que o destino me deu!
R.A.G.
Da Obra "Espelho Poético"
Todos os direitos reservados
anos seguidos de anos.
O céu estrelado como teto.
A mente apertada,mas o coração cheio de esperança.
Mentes atadas ao tempo,
Corpos ao sabor do vento.
Sensações perdidas na chuva,
dançando ao sabor do relento.
Vagando na esperança cega,
que ilude a mente e enche o coração.
Parado em frente a altares,
esperando uma côdea de pão.
Mas cães morderam-me a mão,
famintos que estavam os coitados.
Num ato de incomensurável bondade,
Atiraram-me trapos! Para aplacar o sangue...
Deus te abençoe meu irmão.
Sob o ar insalubre a barriga também inchou-se.
De fome.
E sob meus pés putrefatos, jazia a esperança que
um dia meu coração encheu.
Um tiro na cabeça foi tudo o que o destino me deu!
R.A.G.
Da Obra "Espelho Poético"
Todos os direitos reservados
O Necromante
A vagar a esmo pelo mundo foste condenando.
Ser errante, ser descrente.
É teu o mais pesado dos fardos.
Dentre todos os seres viventes.
Nascer do sol, cair da lua.
Brumas e trevas densas.
Ávidas para sugar tua alma.
Teu corpo, tua essência.
Cego pelo completo vazio de idéias,
paixões e pensamentos.
Devorado pela ausência total de lucidez,
razão e sentimentos.
Tragédia suprema em teus olhos,
Negação ascética do prazer.
Dança sombria em tua mente,
Devorado-te até a nervura do ser.
Alma cancerígena, engolfando-se em dor.
Despedaçada, antropozoomórfica!
frágil, porém, como reles pedaço de isopor.
Na eterna viagem da psique,
pelos labirintos do sub consciente.
A loucura serviu-lhe de funesto guia,
e dor, esteve sempre presente.
Nos ritos sinistros da necromancia, cresceu em ti, mordaz alergia,
por que tudo que na Terra nasce, cresce, e floresce.
Deixando-te divagando, a tua própria sorte,
mas enraizando em ti, ódio profundo pela vida.
Um louco apaixonado, um animal desnorteado.
Doente, exausto, completamente enebriado pela morte!
R.A.G.
Da Obra "Espelho Poético"
Todos os direitos reservados
Ser errante, ser descrente.
É teu o mais pesado dos fardos.
Dentre todos os seres viventes.
Nascer do sol, cair da lua.
Brumas e trevas densas.
Ávidas para sugar tua alma.
Teu corpo, tua essência.
Cego pelo completo vazio de idéias,
paixões e pensamentos.
Devorado pela ausência total de lucidez,
razão e sentimentos.
Tragédia suprema em teus olhos,
Negação ascética do prazer.
Dança sombria em tua mente,
Devorado-te até a nervura do ser.
Alma cancerígena, engolfando-se em dor.
Despedaçada, antropozoomórfica!
frágil, porém, como reles pedaço de isopor.
Na eterna viagem da psique,
pelos labirintos do sub consciente.
A loucura serviu-lhe de funesto guia,
e dor, esteve sempre presente.
Nos ritos sinistros da necromancia, cresceu em ti, mordaz alergia,
por que tudo que na Terra nasce, cresce, e floresce.
Deixando-te divagando, a tua própria sorte,
mas enraizando em ti, ódio profundo pela vida.
Um louco apaixonado, um animal desnorteado.
Doente, exausto, completamente enebriado pela morte!
R.A.G.
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Diário de um Morto
A dor foi minha companheira mais constante.
O amor, uma lembrança deveras angustiante.
Tristeza é tudo que exalo em meu semblante!
A morte, sorrateira, está mais próxima a cada instante...
Vivo a margem da emoção e da racionalidade.
Sou o mais completo exemplo da infelicidade.
Sim, sou um pária nesse mundo maldito.
Sou um ser amargurado, sou o filho proscrito.
E por incontáveis anos eu terei que sofrer...
Mas por que, se eu não pedi para nascer?
A dor e todos os seus flagelos torturam o meu ser.
Não há esperança, não há salvação,
apenas a morte, desponta como solução.
Mas até receber a bênção de sua graça,
Terei que caminhar por entre a desgraça.
Minhas chagas e feridas continuam expostas,
como se fossem as mais monstruosas obras,
concebidas pelo mais insano dos artistas.
Mas a sanidade é algo que não possuo mais.
Toda a beleza, emoção e razão também se esvaíram de meu corpo.
Sim meu amigo, você não está enganado,
isso que está lendo é mesmo o diário de um morto.
R.A.G.
Da Obra "Espelho Poético"
Todos os direitos reservados
O amor, uma lembrança deveras angustiante.
Tristeza é tudo que exalo em meu semblante!
A morte, sorrateira, está mais próxima a cada instante...
Vivo a margem da emoção e da racionalidade.
Sou o mais completo exemplo da infelicidade.
Sim, sou um pária nesse mundo maldito.
Sou um ser amargurado, sou o filho proscrito.
E por incontáveis anos eu terei que sofrer...
Mas por que, se eu não pedi para nascer?
A dor e todos os seus flagelos torturam o meu ser.
Não há esperança, não há salvação,
apenas a morte, desponta como solução.
Mas até receber a bênção de sua graça,
Terei que caminhar por entre a desgraça.
Minhas chagas e feridas continuam expostas,
como se fossem as mais monstruosas obras,
concebidas pelo mais insano dos artistas.
Mas a sanidade é algo que não possuo mais.
Toda a beleza, emoção e razão também se esvaíram de meu corpo.
Sim meu amigo, você não está enganado,
isso que está lendo é mesmo o diário de um morto.
R.A.G.
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quinta-feira, 8 de agosto de 2013
A Cada Madrugada eu Morro
A cada madrugada eu morro.
Vejo féretros, esquifes, ataúdes de ébano fino.
Ouço a morte tocando seu fúnebre violino.
Vejo tudo isso e corro.
Corro, corro, corro...
Mas estou sempre no mesmo lugar.
Dentro de uma floresta solitária e negra,
onde a túrgida luz da lua não é capaz de penetrar.
Horrorizado, percebo que estou só.
Terrivelmente só.
Para mim, não ha mais estames.
Apenas o riso frouxo de um destino infame,
que de mim escuto gargalhar sem dó.
Detenho-me.
Ouço agora ao longe o badalar de um sino.
Espero sentado.
Que se cumpra então o meu destino!
E dentro de um caixão sou enterrado sobre a terra.
Vivo!
Agora eu não mais corro.
A cada madrugada eu morro.
R.A.G.
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Vejo féretros, esquifes, ataúdes de ébano fino.
Ouço a morte tocando seu fúnebre violino.
Vejo tudo isso e corro.
Corro, corro, corro...
Mas estou sempre no mesmo lugar.
Dentro de uma floresta solitária e negra,
onde a túrgida luz da lua não é capaz de penetrar.
Horrorizado, percebo que estou só.
Terrivelmente só.
Para mim, não ha mais estames.
Apenas o riso frouxo de um destino infame,
que de mim escuto gargalhar sem dó.
Detenho-me.
Ouço agora ao longe o badalar de um sino.
Espero sentado.
Que se cumpra então o meu destino!
E dentro de um caixão sou enterrado sobre a terra.
Vivo!
Agora eu não mais corro.
A cada madrugada eu morro.
R.A.G.
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A Árvore do Enforcado
Oh, álamo dos alamos, madeira de família ancestral.
Recebe este corpo em teus braços lúgubres.
E faze desta cerimônia fúnebre, a libertação de todo infindável mal!
Pois diante de um futuro ignominiado, infame,
a morte paradoxalmente, surgiu-me como o último estame.
Finda o tempo, finda tudo!
Finda a vida, finda o mundo!
Melancolicamente, as folhas caem sobre a relva outonal.
Desgraçadamente sou consumido em um horror abissal.
Ébrio de dor, engolfado pelas lágrimas de um pranto eterno.
Não ha alternativa, que não um esquife em um cemitério.
Meu corpo jazerá sem vida em tua madeira singela.
Como que um ser disforme, como um candelabro sem vela.
Que será depois consumida na teleológica fogueira,
que irá por fim a mais densa das trevas!
R.A.G.
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Todos os direitos reservados
Recebe este corpo em teus braços lúgubres.
E faze desta cerimônia fúnebre, a libertação de todo infindável mal!
Pois diante de um futuro ignominiado, infame,
a morte paradoxalmente, surgiu-me como o último estame.
Finda o tempo, finda tudo!
Finda a vida, finda o mundo!
Melancolicamente, as folhas caem sobre a relva outonal.
Desgraçadamente sou consumido em um horror abissal.
Ébrio de dor, engolfado pelas lágrimas de um pranto eterno.
Não ha alternativa, que não um esquife em um cemitério.
Meu corpo jazerá sem vida em tua madeira singela.
Como que um ser disforme, como um candelabro sem vela.
Que será depois consumida na teleológica fogueira,
que irá por fim a mais densa das trevas!
R.A.G.
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quarta-feira, 7 de agosto de 2013
Tributo a Perfeição
Estranho sentimento que acomete o homem é a paixão.
Que faz, com que desejemos alguém sem aparente explicação.
E foi teu sorriso que em mim esse sentimento despertou.
E agora, a paixão transformou-se em amor, e de meu coração se apoderou.
Teu cálido e tenro sorriso despertou em mim sentimento há muito esquecido.
Amor! uma emoção deveras extasiante.
Algo que julguei em mim haver morrido.
Mais que renasceu!
Quando tive a honra de vislumbrar teu semblante...
Quando Deus criou as estrelas, foi em teus olhos que ele se inspirou.
Quando o mundo presenteou com a beleza, foi tua forma que ele observou.
E foi apenas observando tua feição, que o termo perfeição, ele cunhou.
Quando os primeiros raios da aurora encontram teus cabelos,
Provocam espetáculo na natureza sem igual.
Queria eu poder em minhas mãos te-los !
Mas reconheço: É honra demais para um reles mortal.
Todas os altares erguidos a ti seriam insuficientes.
Pois tua pureza é ainda maior que a de uma criança.
Apenas adorar-te já é para mim um presente.
Tua perfeição só é análoga a de uma Santa.
O mistério da criação encontrou em ti mistério ainda maior.
Qual a razão de tanta beleza em um único ser?
Que enigmas teu corpo envolvem que não consigo entender?
Não consigo e também não quero.
Para mim, amar-te já e o suficiente.
E mesmo que não me seja possível abraçar teu corpo quente,
ainda assim, meu amor por você, viverá eternamente.
Ao seu lado quero voar por entre as estrelas e, juntos,
escrever nelas nosso nome.
Quero saciar essa fome de amor que me consome.
Em meus olhos nos tornaremos imortais.
Em meu coração nosso amor viverá para sempre.
Na imensidão do tempo quero ao seu lado me perpetuar.
E junto a você, todos os desafios da vida enfrentar.
Na felicidade ou na tristeza, quero que você tenha sempre a certeza,
de que por toda a eternidade irei te amar.
E por todo o sempre, a cada raiar do dia,
irei olhar em teus olhos e sorrir.
E dizer, do fundo do meu coração,
o quanto você é importante pra mim.
R.A.G.
Da Obra "Espelho Poético"
Todos os direitos reservados
To One Far Away...
Que faz, com que desejemos alguém sem aparente explicação.
E foi teu sorriso que em mim esse sentimento despertou.
E agora, a paixão transformou-se em amor, e de meu coração se apoderou.
Teu cálido e tenro sorriso despertou em mim sentimento há muito esquecido.
Amor! uma emoção deveras extasiante.
Algo que julguei em mim haver morrido.
Mais que renasceu!
Quando tive a honra de vislumbrar teu semblante...
Quando Deus criou as estrelas, foi em teus olhos que ele se inspirou.
Quando o mundo presenteou com a beleza, foi tua forma que ele observou.
E foi apenas observando tua feição, que o termo perfeição, ele cunhou.
Quando os primeiros raios da aurora encontram teus cabelos,
Provocam espetáculo na natureza sem igual.
Queria eu poder em minhas mãos te-los !
Mas reconheço: É honra demais para um reles mortal.
Todas os altares erguidos a ti seriam insuficientes.
Pois tua pureza é ainda maior que a de uma criança.
Apenas adorar-te já é para mim um presente.
Tua perfeição só é análoga a de uma Santa.
O mistério da criação encontrou em ti mistério ainda maior.
Qual a razão de tanta beleza em um único ser?
Que enigmas teu corpo envolvem que não consigo entender?
Não consigo e também não quero.
Para mim, amar-te já e o suficiente.
E mesmo que não me seja possível abraçar teu corpo quente,
ainda assim, meu amor por você, viverá eternamente.
Ao seu lado quero voar por entre as estrelas e, juntos,
escrever nelas nosso nome.
Quero saciar essa fome de amor que me consome.
Em meus olhos nos tornaremos imortais.
Em meu coração nosso amor viverá para sempre.
Na imensidão do tempo quero ao seu lado me perpetuar.
E junto a você, todos os desafios da vida enfrentar.
Na felicidade ou na tristeza, quero que você tenha sempre a certeza,
de que por toda a eternidade irei te amar.
E por todo o sempre, a cada raiar do dia,
irei olhar em teus olhos e sorrir.
E dizer, do fundo do meu coração,
o quanto você é importante pra mim.
R.A.G.
Da Obra "Espelho Poético"
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To One Far Away...
Sol Fulgente
Quando o sol fulgente da vitória resplandecer imponente no horizonte.
Nossos exércitos haverão enfim, destruídos as fortalezas da maldade.
Nossos inimigos, derrotados, embarcarão silentes na barca de caronte.
E juntos, você e eu, meu filho, empunharemos firmemente o lábaro da verdade.
A abóboda celestial se descortinará acima de nós, protegendo-nos com seu manto oriental.
Sobre seus tronos, os deuses irão proferir seu apotegma memorável.
Nossa união eterna, prevalecendo inexorável, sobre todos aqueles que queriam o nosso mal.
Pondo fim as mentiras, que os detratores semearam de forma irresponsável.
A perfídia, a vaidade, o logro, o ódio,a ganância e o egoísmo.
Dos que pensaram apenas em si próprios e se colocaram acima de sua felicidade.
Terão enfim meu filho, de forma inequívoca e derradeira sucumbido.
Perante a égide do amor fulgurante, que nos manterá unidos pela eternidade.
Forte e belo, você virá ao mundo para cumprir seu magnífico destino.
Liberto de todos os réprobos que tentaram covardemente nos separar.
E eu estarei sempre ao seu lado, sendo a luz que iluminará o seu caminho.
E enquanto houverem estrelas no céu, juntos, nós sempre iremos estar!
R.A.G.
Da Obra "Espelho Poético"
Todos os direitos reservados
Nossos exércitos haverão enfim, destruídos as fortalezas da maldade.
Nossos inimigos, derrotados, embarcarão silentes na barca de caronte.
E juntos, você e eu, meu filho, empunharemos firmemente o lábaro da verdade.
A abóboda celestial se descortinará acima de nós, protegendo-nos com seu manto oriental.
Sobre seus tronos, os deuses irão proferir seu apotegma memorável.
Nossa união eterna, prevalecendo inexorável, sobre todos aqueles que queriam o nosso mal.
Pondo fim as mentiras, que os detratores semearam de forma irresponsável.
A perfídia, a vaidade, o logro, o ódio,a ganância e o egoísmo.
Dos que pensaram apenas em si próprios e se colocaram acima de sua felicidade.
Terão enfim meu filho, de forma inequívoca e derradeira sucumbido.
Perante a égide do amor fulgurante, que nos manterá unidos pela eternidade.
Forte e belo, você virá ao mundo para cumprir seu magnífico destino.
Liberto de todos os réprobos que tentaram covardemente nos separar.
E eu estarei sempre ao seu lado, sendo a luz que iluminará o seu caminho.
E enquanto houverem estrelas no céu, juntos, nós sempre iremos estar!
R.A.G.
Da Obra "Espelho Poético"
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Por todo o Sempre
Nós temos sentido juntos, o ardor da chama de milhões e milhões de sóis.
Brevemente separados por caprichos do destino, mais unidos para sempre pelo amor filial.
Nós não damos ouvidos as mentiras lançadas ao vento sobre nós.
Vencendo batalha por batalha, combate por combate, nós estaremos juntos no final.
Dizem que somos estranhos um ao outro, que não temos a mesma descendência.
Querem privar-nos de crescermos juntos, crendo que tal maldade poderá vingar.
Mas se esquecem que o universo sabe que possuímos a mesma essência.
E que no final, essa verdade, nada nem ninguém poderá obliterar.
Verdade estampada no seu corpo, nos seus olhos, no seu rosto.
Membros delicados e frágeis, porém, desde já, vitoriosos.
Que lançarão os detratores às chamas da vergonha e do desgosto,
Pois será ao mundo desnudada, a face dos verdadeiros mentirosos.
Em seu berço materno, repouse, vibre, lute, se fortaleça.
Um mundo inteiro espera para ser por você descoberto.
Mantenha-se incólume as loucuras que te cercam e apenas cresça.
Porque do seu primeiro ao ultimo sopro de vida, eu sempre estarei por perto.
Nosso destino, meu filho, foi escrito a ferro, fogo, aço.
Somos como rios que correm separados, mas procedem da mesma nascente.
E ainda que os inimigos, tentem nos derrotar pelo cansaço.
Nos encontraremos em breve, permanecendo juntos por todo o sempre!
R.A.G.
Da Obra "Espelho Poético"
Todos os direitos reservados
Brevemente separados por caprichos do destino, mais unidos para sempre pelo amor filial.
Nós não damos ouvidos as mentiras lançadas ao vento sobre nós.
Vencendo batalha por batalha, combate por combate, nós estaremos juntos no final.
Dizem que somos estranhos um ao outro, que não temos a mesma descendência.
Querem privar-nos de crescermos juntos, crendo que tal maldade poderá vingar.
Mas se esquecem que o universo sabe que possuímos a mesma essência.
E que no final, essa verdade, nada nem ninguém poderá obliterar.
Verdade estampada no seu corpo, nos seus olhos, no seu rosto.
Membros delicados e frágeis, porém, desde já, vitoriosos.
Que lançarão os detratores às chamas da vergonha e do desgosto,
Pois será ao mundo desnudada, a face dos verdadeiros mentirosos.
Em seu berço materno, repouse, vibre, lute, se fortaleça.
Um mundo inteiro espera para ser por você descoberto.
Mantenha-se incólume as loucuras que te cercam e apenas cresça.
Porque do seu primeiro ao ultimo sopro de vida, eu sempre estarei por perto.
Nosso destino, meu filho, foi escrito a ferro, fogo, aço.
Somos como rios que correm separados, mas procedem da mesma nascente.
E ainda que os inimigos, tentem nos derrotar pelo cansaço.
Nos encontraremos em breve, permanecendo juntos por todo o sempre!
R.A.G.
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segunda-feira, 5 de agosto de 2013
Deus Menino
Gentilmente, peço licença a Caeiros,
para dizer-lhe que também eu,
quando estive por sobre os outeiros,
vi descer do céu o Deus menino...
E eu, que até então era ateu, passei a crer naquilo que é divino.
Não na translúcida divindade religiosa,
com suas palavras vãs, órfãs de serenidade.
Mas na divindade de tudo aquilo que é vivo,
que sente, que vibra, que ama de verdade!
Vi brincar o Deus menino – Jesus !
Sobre a grama dos prados, sob os pés das figueiras.
Despido de sua fálica cruz,
como uma criança a brincar sem boas maneiras.
Que sobe nas copas das árvores,
que nada nu nos rios.
Que rola por sobre a grama,
que brinca por horas a fio.
Por que ele, Jesus menino,
ao contrário de todos os sacerdotes do mundo,
sabe que a vida nada mais é que uma grande criança...
E é por isso que ele, uma vez mais vem a Terra
- agora sob a forma de menino, para transmitir-nos,
sua mensagem de paz e esperança!
R.A.G.
Da Obra "Espelho Poético"
Todos os direitos reservados
para dizer-lhe que também eu,
quando estive por sobre os outeiros,
vi descer do céu o Deus menino...
E eu, que até então era ateu, passei a crer naquilo que é divino.
Não na translúcida divindade religiosa,
com suas palavras vãs, órfãs de serenidade.
Mas na divindade de tudo aquilo que é vivo,
que sente, que vibra, que ama de verdade!
Vi brincar o Deus menino – Jesus !
Sobre a grama dos prados, sob os pés das figueiras.
Despido de sua fálica cruz,
como uma criança a brincar sem boas maneiras.
Que sobe nas copas das árvores,
que nada nu nos rios.
Que rola por sobre a grama,
que brinca por horas a fio.
Por que ele, Jesus menino,
ao contrário de todos os sacerdotes do mundo,
sabe que a vida nada mais é que uma grande criança...
E é por isso que ele, uma vez mais vem a Terra
- agora sob a forma de menino, para transmitir-nos,
sua mensagem de paz e esperança!
R.A.G.
Da Obra "Espelho Poético"
Todos os direitos reservados
Na Primavera
Na primavera de teus olhos, encontro meu porto seguro.
Em teu rico semblante, achei meu ultimo refúgio.
No reflexo de teus olhos, vejo o reflexo de minh’alma.
O bruxulear de teus cabelos, o meu coração acalma.
Nossos corpos em uníssimo, deslizam na relva viva e verdejante.
Onde o desamor não viceja, e a tristeza deu seu último rompante.
O sol fulgente como testemunha, e mais tarde a noite bela.
As estrelas do firmamento, em sua rica aquarela.
Nosso amor elevado às alturas, perpetuando-se no infinito.
Nem pior nem melhor, apenas mais bonito.
O céu acolhe nosso juramento, forte, alto, pujante.
Nos panteões da eternidade, nos amaremos a todo instante.
E etéreos nos seremos, assim como tudo que o amor abraça.
Da mais infinitesimal forma de vida, até a mais complexa raça.
Nos amando sem vislumbrar o horizonte, tendo as estrelas como guias.
Nos amando por todo sempre, até o ultimo dos nossos dias.
R.A.G.
Da Obra "Espelho Poético"
Todos os direitos reservados
Em teu rico semblante, achei meu ultimo refúgio.
No reflexo de teus olhos, vejo o reflexo de minh’alma.
O bruxulear de teus cabelos, o meu coração acalma.
Nossos corpos em uníssimo, deslizam na relva viva e verdejante.
Onde o desamor não viceja, e a tristeza deu seu último rompante.
O sol fulgente como testemunha, e mais tarde a noite bela.
As estrelas do firmamento, em sua rica aquarela.
Nosso amor elevado às alturas, perpetuando-se no infinito.
Nem pior nem melhor, apenas mais bonito.
O céu acolhe nosso juramento, forte, alto, pujante.
Nos panteões da eternidade, nos amaremos a todo instante.
E etéreos nos seremos, assim como tudo que o amor abraça.
Da mais infinitesimal forma de vida, até a mais complexa raça.
Nos amando sem vislumbrar o horizonte, tendo as estrelas como guias.
Nos amando por todo sempre, até o ultimo dos nossos dias.
R.A.G.
Da Obra "Espelho Poético"
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sexta-feira, 2 de agosto de 2013
A Morte da Alvorada
Enxergas o pôr do sol? Consegues ver por onde anda a alvorada?
Ela morreu. Sumiu. Foi consumida totalmente na última primavera.
Pela ingratidão, essa insidiosa e aleivosa quimera,
Que destrói todos os sonhos, como se estes não significassem nada.
E inextricavelmente, sobrou à noite apenas.
Inexpugnável, absconsa, estendendo seu manto, sob tudo aquilo que foi perdido.
Caçoando dos amores consumidos pelo egoísmo.
Que agora vivem reclusos, suportando as mais terríveis penas.
Foi se a alvorada e com ela o lugar aonde nascem os sonhos.
E os que antes sonhavam, ficaram sós, completamente desamparados.
E sofrem, como sofrem todos os amantes angustiados,
consumidos pelos pesadelos mais medonhos.
Ela morreu. Sumiu. Foi consumida totalmente na última primavera.
Pela ingratidão, essa insidiosa e aleivosa quimera,
Que destrói todos os sonhos, como se estes não significassem nada.
E inextricavelmente, sobrou à noite apenas.
Inexpugnável, absconsa, estendendo seu manto, sob tudo aquilo que foi perdido.
Caçoando dos amores consumidos pelo egoísmo.
Que agora vivem reclusos, suportando as mais terríveis penas.
Foi se a alvorada e com ela o lugar aonde nascem os sonhos.
E os que antes sonhavam, ficaram sós, completamente desamparados.
E sofrem, como sofrem todos os amantes angustiados,
consumidos pelos pesadelos mais medonhos.
Volte alvorada! Com seus raios fulgentes e pujantes, que fazem os corações vibrar.
Faça brotar de novo, a esperança no coração daqueles que amam.
Mostrando a eles que os corações puros, verdadeiramente jamais se enganam,
E que infelizmente, para miséria de alguns, estes é que são incapazes de amar!
R.A.G
Da Obra "Espelho Poético"
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R.A.G
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A Noite de Mil Anos
Se pôs então o sol.
Adormeceu, congelou-se.
Refugiou-se em local ignoto e não sabido.
como que tocado pelo Orfeu ensandecido,
privou a aurora de seus raios...
Se fez então a noite.
Inexorável, irredutível, inexcrutável.
A longa noite de mil anos, que para ficar veio!
Mostrando ao homem todos os seus enganos,
Lançando-o em um inolvidável devaneio!
Hiperbóreo agora é o homem.
E a noite, antípoda de todos os seus sonhos,
o pôs a meditar profundamente...
E tentando esquivar-se de pensamentos medonhos,
ele medita, reflete, sente...
O homem relembra então os erros cometidos.
O milênio de escuridão sobre ele lançado,
Fe-lo refletir sobre tudo aquilo que fez de errado,
Em uma avalanche atra de desatinos!
A noite de mil anos,
por sobre ele, caiu para lembra-lo,
do no górdio e inextricável, que de sua vida apoderou-se...
O homem então apavorou-se!
O que houve com meus sonhos?
Voejaram dispersaram-se pela noite?
Não!
Foram substituídos por pesadelos medonhos,
a golpear-me como um milhão de acoites!
A noite, serena, negra, silente,
observava o homem em suas trágicas divagações.
E se pudesse, ela lhe diria,
que apenas veio para que ele refletisse,
analisasse seus erros, se redimisse, encontra-se as soluções.
Ele mesmo me procurou, pensava ela!
Quando agiu infantilmente,
comprometendo sua vida, seu futuro.
escolhendo o caminho mais obtuso,
dentre todos o mais pungente!
Oh! Vim para mostrar-lhe tudo isso!
Há que compreender-me.
Pois eu passarei, como tudo que há de passar.
Mas ele...
Bem, ele ainda ficará.
E quando o sol enfim retornar, quando a vida voltar a vicejar,
ele ainda terá tempo para recomeçar...
E o homem, ainda que isso não aceitasse,
sabia que a longa noite era um mal necessário.
Sabia que deveria tirar proveito deste forcado calvário,
Para que, quando enfim, as trevas dissiparem-se,
Recomeçasse sua vida, buscando sua tão almejada felicidade.
Ele enfim percebeu que o tempo,
da mesma forma que se lhe impôs,
como um sacrifício necessário,
era, paradoxalmente, o único capaz de liberta-lo...
A noite de mil anos haverá de passar!
Gritou o homem a plenos pulmões.
E eu enfim, após o longo inverno,
que a mim mesmo me impus,
Irei meus sonhos alcançar!
Percebeu então o homem,
que sonhos são imorredouros.
Não se acabam nunca, não morrem jamais.
Apenas são adiados, ficam adormecidos,
Para que no futuro retornem mais fortes,
mais pujantes e possam finalmente tornaram-se reais!
R.A.G
Da Obra "Espelho Poético"
Todos os direitos reservados
Adormeceu, congelou-se.
Refugiou-se em local ignoto e não sabido.
como que tocado pelo Orfeu ensandecido,
privou a aurora de seus raios...
Se fez então a noite.
Inexorável, irredutível, inexcrutável.
A longa noite de mil anos, que para ficar veio!
Mostrando ao homem todos os seus enganos,
Lançando-o em um inolvidável devaneio!
Hiperbóreo agora é o homem.
E a noite, antípoda de todos os seus sonhos,
o pôs a meditar profundamente...
E tentando esquivar-se de pensamentos medonhos,
ele medita, reflete, sente...
O homem relembra então os erros cometidos.
O milênio de escuridão sobre ele lançado,
Fe-lo refletir sobre tudo aquilo que fez de errado,
Em uma avalanche atra de desatinos!
A noite de mil anos,
por sobre ele, caiu para lembra-lo,
do no górdio e inextricável, que de sua vida apoderou-se...
O homem então apavorou-se!
O que houve com meus sonhos?
Voejaram dispersaram-se pela noite?
Não!
Foram substituídos por pesadelos medonhos,
a golpear-me como um milhão de acoites!
A noite, serena, negra, silente,
observava o homem em suas trágicas divagações.
E se pudesse, ela lhe diria,
que apenas veio para que ele refletisse,
analisasse seus erros, se redimisse, encontra-se as soluções.
Ele mesmo me procurou, pensava ela!
Quando agiu infantilmente,
comprometendo sua vida, seu futuro.
escolhendo o caminho mais obtuso,
dentre todos o mais pungente!
Oh! Vim para mostrar-lhe tudo isso!
Há que compreender-me.
Pois eu passarei, como tudo que há de passar.
Mas ele...
Bem, ele ainda ficará.
E quando o sol enfim retornar, quando a vida voltar a vicejar,
ele ainda terá tempo para recomeçar...
E o homem, ainda que isso não aceitasse,
sabia que a longa noite era um mal necessário.
Sabia que deveria tirar proveito deste forcado calvário,
Para que, quando enfim, as trevas dissiparem-se,
Recomeçasse sua vida, buscando sua tão almejada felicidade.
Ele enfim percebeu que o tempo,
da mesma forma que se lhe impôs,
como um sacrifício necessário,
era, paradoxalmente, o único capaz de liberta-lo...
A noite de mil anos haverá de passar!
Gritou o homem a plenos pulmões.
E eu enfim, após o longo inverno,
que a mim mesmo me impus,
Irei meus sonhos alcançar!
Percebeu então o homem,
que sonhos são imorredouros.
Não se acabam nunca, não morrem jamais.
Apenas são adiados, ficam adormecidos,
Para que no futuro retornem mais fortes,
mais pujantes e possam finalmente tornaram-se reais!
R.A.G
Da Obra "Espelho Poético"
Todos os direitos reservados
O Deus Morto
Natal.
25 de dezembro.
Época em que afloram sentimentos dos mais profundos.
Data que se celebra o aniversario daquele, que,
afixado a uma cruz padeceu, na vã tentativa de salvar o mundo.
Há. Mas quão inútil foi esse ato.
Pois passados dois mil anos exatos,
A humanidade nada aprendeu.
De nada adiantaram palavras belas, milagres, pregações.
Pois o homem não aprendeu as lições,
E a morte do Cristo foi desgraçadamente em vão...
Meu Deus, quanta ingenuidade acreditar,
que alguma coisa a humanidade ensinaria!
Levar a cabo uma louca utopia,
Achando que o homem, em sua tola arrogância,algo de bom apreenderia.
Hoje, dois milênios depois percebemos,que seu gesto, ao mundo nada acrescentou.
Sua missão foi tão miseravelmente fracassada,
que seu próprio Pai, sem duas vezes pensar,
pendurado em uma cruz o abandonou!
R.A.G.
Da Obra "Espelho Poético"
Todos os direitos reservados
25 de dezembro.
Época em que afloram sentimentos dos mais profundos.
Data que se celebra o aniversario daquele, que,
afixado a uma cruz padeceu, na vã tentativa de salvar o mundo.
Há. Mas quão inútil foi esse ato.
Pois passados dois mil anos exatos,
A humanidade nada aprendeu.
De nada adiantaram palavras belas, milagres, pregações.
Pois o homem não aprendeu as lições,
E a morte do Cristo foi desgraçadamente em vão...
Meu Deus, quanta ingenuidade acreditar,
que alguma coisa a humanidade ensinaria!
Levar a cabo uma louca utopia,
Achando que o homem, em sua tola arrogância,algo de bom apreenderia.
Hoje, dois milênios depois percebemos,que seu gesto, ao mundo nada acrescentou.
Sua missão foi tão miseravelmente fracassada,
que seu próprio Pai, sem duas vezes pensar,
pendurado em uma cruz o abandonou!
R.A.G.
Da Obra "Espelho Poético"
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quinta-feira, 1 de agosto de 2013
Dor Sem Fim
Morte, abraça-me, estenda a mim tua mão!
Pois essa ignota sensação, por dentro devora-me,
Faz me odiar a vida, um ódio inexorável por tudo que ela consiste,
Não sei de onde ela nasce, o que é, ou por que em mim existe.
Só sei que aflige-me com sua dor, mordaz, lancinante,
Esta inimiga atroz do instante, que tudo transforma em suplício!
Como uma multidão extasiada em um comício, onde a dor, é a palestrante errante!
Não, não, não, não encontro solução para meu problema.
Do nada, ela irrompe em minha mente, surgida do mais absconso recôndito
da consciência!
Transformando a tudo em putrescência, constituindo ai, meu atroz dilema.
Pois se não posso vencê-la, o que hei de fazer?
Chorar, sentar, dilacerar-me, morrer?
Essa inexorável forca, que incoercívelmente, lança-me rumo ao abismo.
Da escuridão eterna...transformando em horror, todos os instantes que caminhei sob a terra!
R.A.G.
Da Obra "Espelho Poético"
Todos os direitos reservados
Pois essa ignota sensação, por dentro devora-me,
Faz me odiar a vida, um ódio inexorável por tudo que ela consiste,
Não sei de onde ela nasce, o que é, ou por que em mim existe.
Só sei que aflige-me com sua dor, mordaz, lancinante,
Esta inimiga atroz do instante, que tudo transforma em suplício!
Como uma multidão extasiada em um comício, onde a dor, é a palestrante errante!
Não, não, não, não encontro solução para meu problema.
Do nada, ela irrompe em minha mente, surgida do mais absconso recôndito
da consciência!
Transformando a tudo em putrescência, constituindo ai, meu atroz dilema.
Pois se não posso vencê-la, o que hei de fazer?
Chorar, sentar, dilacerar-me, morrer?
Essa inexorável forca, que incoercívelmente, lança-me rumo ao abismo.
Da escuridão eterna...transformando em horror, todos os instantes que caminhei sob a terra!
R.A.G.
Da Obra "Espelho Poético"
Todos os direitos reservados
O Verme
O eterno inverno em minha mente dilacera-me,
corrompe-me, faz de mim um homem doente.
O piar da coruja na noite escura, expõe ao mundo minha chaga.
Os hipóstilos de lucidez que meu corpo sustentam se partem,
fazendo de mim um fantasma.
A trombeta soa, como prelúdio de meu funéreo destino.
A fraca moral do sacerdote me condena, em seu racional desatino.
Os portões da loucura abrem-se diante de mim.
Minha alma repousa em cemitério sombrio, em algum triste jardim.
Meu corpo aos vermes pertencem,
que o devoram com avidez desmedida.
Refastelando-se com meus restos,
destruindo tudo aquilo que eu havia sido em vida !
R.A.G
Da Obra "Espelho Poético"
Todos os direitos reservados
corrompe-me, faz de mim um homem doente.
O piar da coruja na noite escura, expõe ao mundo minha chaga.
Os hipóstilos de lucidez que meu corpo sustentam se partem,
fazendo de mim um fantasma.
A trombeta soa, como prelúdio de meu funéreo destino.
A fraca moral do sacerdote me condena, em seu racional desatino.
Os portões da loucura abrem-se diante de mim.
Minha alma repousa em cemitério sombrio, em algum triste jardim.
Meu corpo aos vermes pertencem,
que o devoram com avidez desmedida.
Refastelando-se com meus restos,
destruindo tudo aquilo que eu havia sido em vida !
R.A.G
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