O eterno inverno em minha mente dilacera-me,
corrompe-me, faz de mim um homem doente.
O piar da coruja na noite escura, expõe ao mundo minha chaga.
Os hipóstilos de lucidez que meu corpo sustentam se partem,
fazendo de mim um fantasma.
A trombeta soa, como prelúdio de meu funéreo destino.
A fraca moral do sacerdote me condena, em seu racional desatino.
Os portões da loucura abrem-se diante de mim.
Minha alma repousa em cemitério sombrio, em algum triste jardim.
Meu corpo aos vermes pertencem,
que o devoram com avidez desmedida.
Refastelando-se com meus restos,
destruindo tudo aquilo que eu havia sido em vida !
R.A.G
Da Obra "Espelho Poético"
Todos os direitos reservados
Nenhum comentário:
Postar um comentário