quinta-feira, 1 de agosto de 2013

O Verme

O eterno inverno em minha mente dilacera-me,
corrompe-me, faz de mim um homem doente.
O piar da coruja na noite escura, expõe ao mundo minha chaga.
Os hipóstilos de lucidez que meu corpo sustentam se partem,
fazendo de mim um fantasma.

A trombeta soa, como prelúdio de meu funéreo destino.
A fraca moral do sacerdote me condena, em seu racional desatino.
Os portões da loucura abrem-se diante de mim.
Minha alma repousa em cemitério sombrio, em algum triste jardim.

Meu corpo aos vermes pertencem,
que o devoram com avidez desmedida.
Refastelando-se com meus restos,
destruindo tudo aquilo que eu havia sido em vida !

R.A.G

Da Obra "Espelho Poético"
Todos os direitos reservados

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