Gentilmente, peço licença a Caeiros,
para dizer-lhe que também eu,
quando estive por sobre os outeiros,
vi descer do céu o Deus menino...
E eu, que até então era ateu, passei a crer naquilo que é divino.
Não na translúcida divindade religiosa,
com suas palavras vãs, órfãs de serenidade.
Mas na divindade de tudo aquilo que é vivo,
que sente, que vibra, que ama de verdade!
Vi brincar o Deus menino – Jesus !
Sobre a grama dos prados, sob os pés das figueiras.
Despido de sua fálica cruz,
como uma criança a brincar sem boas maneiras.
Que sobe nas copas das árvores,
que nada nu nos rios.
Que rola por sobre a grama,
que brinca por horas a fio.
Por que ele, Jesus menino,
ao contrário de todos os sacerdotes do mundo,
sabe que a vida nada mais é que uma grande criança...
E é por isso que ele, uma vez mais vem a Terra
- agora sob a forma de menino, para transmitir-nos,
sua mensagem de paz e esperança!
R.A.G.
Da Obra "Espelho Poético"
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