A dor foi minha companheira mais constante.
O amor, uma lembrança deveras angustiante.
Tristeza é tudo que exalo em meu semblante!
A morte, sorrateira, está mais próxima a cada instante...
Vivo a margem da emoção e da racionalidade.
Sou o mais completo exemplo da infelicidade.
Sim, sou um pária nesse mundo maldito.
Sou um ser amargurado, sou o filho proscrito.
E por incontáveis anos eu terei que sofrer...
Mas por que, se eu não pedi para nascer?
A dor e todos os seus flagelos torturam o meu ser.
Não há esperança, não há salvação,
apenas a morte, desponta como solução.
Mas até receber a bênção de sua graça,
Terei que caminhar por entre a desgraça.
Minhas chagas e feridas continuam expostas,
como se fossem as mais monstruosas obras,
concebidas pelo mais insano dos artistas.
Mas a sanidade é algo que não possuo mais.
Toda a beleza, emoção e razão também se esvaíram de meu corpo.
Sim meu amigo, você não está enganado,
isso que está lendo é mesmo o diário de um morto.
R.A.G.
Da Obra "Espelho Poético"
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