terça-feira, 13 de agosto de 2013

Diário de um Morto

A dor foi minha companheira mais constante.
O amor, uma lembrança deveras angustiante.
Tristeza é tudo que exalo em meu semblante!
A morte, sorrateira, está mais próxima a cada instante...

Vivo a margem da emoção e da racionalidade.
Sou o mais completo exemplo da infelicidade.
Sim, sou um pária nesse mundo maldito.
Sou um ser amargurado, sou o filho proscrito.

E por incontáveis anos eu terei que sofrer...
Mas por que, se eu não pedi para nascer?
A dor e todos os seus flagelos torturam o meu ser.
Não há esperança, não há salvação,
apenas a morte, desponta como solução.

Mas até receber a bênção de sua graça,
Terei que caminhar por entre a desgraça.
Minhas chagas e feridas continuam expostas,
como se fossem as mais monstruosas obras,
concebidas pelo mais insano dos artistas.

Mas a sanidade é algo que não possuo mais.
Toda a beleza, emoção e razão também se esvaíram de meu corpo.
Sim meu amigo, você não está enganado,
isso que está lendo é mesmo o diário de um morto.

R.A.G.

Da Obra "Espelho Poético"
Todos os direitos reservados

Nenhum comentário:

Postar um comentário