Recebe este corpo em teus braços lúgubres.
E faze desta cerimônia fúnebre, a libertação de todo infindável mal!
Pois diante de um futuro ignominiado, infame,
a morte paradoxalmente, surgiu-me como o último estame.
Finda o tempo, finda tudo!
Finda a vida, finda o mundo!
Melancolicamente, as folhas caem sobre a relva outonal.
Desgraçadamente sou consumido em um horror abissal.
Ébrio de dor, engolfado pelas lágrimas de um pranto eterno.
Não ha alternativa, que não um esquife em um cemitério.
Meu corpo jazerá sem vida em tua madeira singela.
Como que um ser disforme, como um candelabro sem vela.
Que será depois consumida na teleológica fogueira,
que irá por fim a mais densa das trevas!
R.A.G.
Da Obra "Espelho Poético"
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